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O pingüim (português brasileiro) ou pinguim (português europeu) (AO 1990: pinguim) é uma ave da família Spheniscidae, não voadora, característica do hemisfério Sul, em especial na Antárctida e ilhas dos mares austrais, chegado à Terra do Fogo, Ilhas Malvinas e África do Sul, entre outros. Apesar da maior diversidade de pingüins se encontrar na Antártida e regiões polares, há também espécies que vivem nos trópicos como por exemplo nas Ilhas Galápagos. A morfologia dos pingüins reflete várias adaptações à vida no meio aquático: o corpo é fusiforme; as asas atrofiadas desempenham a função de barbatanas e as penas são impermeabilizadas através da secreção de óleos. Os pingüins alimentam-se de pequenos peixes, krill e outras formas de vida marinha, sendo por sua vez vítimas da predação de orcas e focas-leopardo. Os primeiros pingüins apareceram no registo geológico do Eocénico. O pingüim é uma ave marinha e excelente nadadora. Chega a nadar com uma velocidade de até 40 km/h e passa a maior parte do tempo na água. Como membros da família Spheniscidae, os pinguins pertencem à ordem Ciconiiformes. Em sistemas classificativos anteriores, o grupo era considerado como ordem separada (Sphenisciformes).
editar Aspectos biológicoseditar AnatomiaPinguins são muito adaptados a vida marinha, as asas vestigiais são inúteis para vôo no ar, na água são muito ágeis. Na terra os pinguins usam as caudas e asas para manter o equilíbrio na postura ereta. Todos os pinguins possuem uma coloração por contraste para camuflagem (vistos ventralmente a cor branca confunde-se com a superfície refletiva da água, visto dorsalmente a plumagem preta os torna menos visíveis na água). Possuem uma camada grossa de penas isolantes que ajudam a conservar o calor corporal na água gelada antártica. O Pinguim-imperador possui a maior massa corporal de todos os pinguins, o que reduz ainda mais a área relativa e a perda de calor. Eles também são capazes de controlar o fluxo de sangue para as extremidades, reduzindo a quantidade de sangue que esfria mas evitando as extremidades de congelar. Eles frequentemente agrupam-se para conservar o calor e fazem rotação de posições para que cada pingüim disponha de um tempo no centro do bolsão de calor. Eles podem ingerir água salgada porque as glândulas supraorbitais filtram o excesso de sal da corrente sanguínea.[1][2] O sal é excretado em um fluído concentrado pelas passagens nasais. editar AlimentaçãoA dieta dos pingüins dos géneros Aptenodytes, Megadyptes, Eudyptula e Spheniscus consiste principalmente em peixes. O género Pygoscelis fundamentalmente de plâncton. A dieta do género Eudyptes é pouco conhecido, mas acredita-se que muitas espécias alimentam-se de plâncton. Em todos os casos a dieta é complementada com cefalópodes e plâncton. editar ReproduçãoHá espécies de pinguins cujos pares reprodutores acasalam para toda a vida enquanto que outros fazem-no apenas durante uma época de reprodução. Normalmente, os progenitores cooperam nos cuidados com os ovos e com os juvenis. A forma do ninho varia, segundo a espécie de pingüim: alguns cavam uma pequena fossa, outros constroem o ninho com pedras e outros utilizam uma dobra de pele que possuem ventralmente para cobrir o ovo. Normalmente, o macho fica com o ovo e mantém-no quente, e a fêmea dirige-se para o mar com vista a encontrar alimento. Quando no seu regresso, o filhote terá alimento e então os papéis invertem-se: a fêmea fica em terra e o macho vai à procura de alimento. editar Espécies
Gêneros extintos
editar Ver tambémeditar Ligações externas
Referências
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